Tem alguma coisa que você mudou sua opinião nos últimos 12 meses?
Cofundadora do Nubank. Fundou o Nubank em 2013 ao lado do David Vélez. E a proposta era simples, senhores, reinventar o sistema financeiro e melhorar a experiência do cliente. Em 2021 fez o IPO do Nubank. Ela é formada em engenharia e com MBA na Kellogg School. É mãe da Alice, da Bela, da Ana e do Léo. Reconhecida globalmente como uma grande empreendedora, incluindo a lista do Financial Times entre as mulheres mais influentes do mundo. Amiga querida, segunda vez no JJ Podcast. Seja muito bem-vinda.
A gente quer merecer os clientes, entendeu? A gente quer encontrar o cliente onde ele tá. A gente não quer interromper a vida dele e ficar enfiando anúncio na cara dele, porque não tem momento ideal, não tem momento perfeito, tem momento muito ruim, mas momento bom, momento ideal não tem. Você pode nunca mais ter uma chance, você não sabe quanto tempo vai ter. E a gente tem cinco valores. O primeiro é, a gente quer que os clientes nos amem fanaticamente.
Quando você usa a palavra fanaticamente, você quer dizer fanaticamente.
Conta a parceria com Miami.
A gente viu no Inter Miami, não um time de futebol nos Estados Unidos, mas uma marca global. O estádio e o distrito onde o estádio vai ser inserido vai ser um dos maiores, se não o maior cartão postal da cidade.
Uma coisa que eu adoro fazer quando alguém emite uma opinião diferente da minha, a primeira coisa que eu pergunto é: 'Por quê?' Eu quero muito entender como que a pessoa chegou naquela conclusão, sabe?
Porque certeza que ela tá vendo alguma coisa que eu não tô vendo, entendeu?
O que que fez? Duas ou três premissas que fez você pensar em fazer essa parceria, união? E como que você pensa nessas colabs?
A direção que a gente escolheu foi construir parcerias com marcas e times ou ativos que são também amados ou que têm o potencial pra gente crescer essa paixão, né? Que são territórios de paixão, que a gente chama, né?
Hoje 60% dos nossos clientes no Brasil, o Nubank é o principal banco deles.
Caramba.
Fala pessoal, tudo bem? Olha só, antes da gente começar o JJ Podcast de hoje, uma novidade. Eu virei embaixador do Para Valer. É isso aí. O que que é o Para Valer? Para Valer é uma instituição de financiamento estudantil. Bom, todos sabem aqui que eu sou um defensor e promotor dos estudos, né? Eu me formei na faculdade, eu fiz mestrado, tenho doutorado, pós-graduação, fui professor de faculdade, 11 anos, professor de pós-graduação, 8 anos, rodei esse Brasilzão aí ensinando, formando, desenvolvendo profissionais. E o Para Valer, ele ajuda o estudante a fazer faculdade. Então, é um investimento estudantil. Da mesma maneira que você investe na educação, o Para Valer, ele é um investimento para o investimento na educação. Em outras palavras, é o seguinte: você quer estudar e você não tem a capacidade, por exemplo, de pagar os seus estudos, você vai lá, se cadastra no Para Valer e você consegue com parcelas que cabem no seu bolso, com uma parcela mais longa, fazer a sua faculdade. Com os juros controlados dentro do mercado, você tem uma aprovação, você tem um sistema, é uma fintech, né? É uma empresa que é a maior do segmento, tá? A maior do Brasil que faz isso. Quase que 80% de todo o financiamento estudantil no Brasil é feito pelo Para Valer. E eu incentivo as pessoas a estudarem e aqui é uma forma de você estudar. Então, você que é pai, quer saber como que você pode investir na faculdade do seu filho. Você que é estudante e quer saber como que você pode investir na sua capacitação, na sua faculdade, porque os dados eles mostram, tá, pessoal? Quem faz faculdade tem três vezes ou até mais de salário do que quem não faz. Talvez você pensa assim: 'Pô, Jor, mas eu já ouvi por aí que tem empresas e tem empregador que não olha se a pessoa foi formada ou não?' Então, talvez você esteja olhando num nicho muito pequeno, no micronicho, mas os dados mostram o contrário, tá pessoal? Os dados mostram que as pessoas que fazem faculdade, elas ganham mais porque elas estão mais preparadas, elas estão mais condicionadas, elas estão com todo o processo de preparação que o empregador ele quer. E talvez esse seja o seu motivo para você entrar agora. E talvez esse seja mais um motivo para você entrar agora na faculdade. Além de você se capacitar, você ter mais chance e destaque profissional, tá? Para Valer, ele faz isso para você. Então, se você é pai, se você é estudante, eu gostaria que você soubesse disso. Clica aqui em alguma parte desse vídeo e conheça o Para Valer. De tanto eu falar de educação, a turma do Para Valer veio e falou: 'Joel, você nos representa, você defende algo que a gente acredita e sim, eu acredito na educação, eu defendo e eu promovo Para Valer. Parabéns por tudo que vocês fazem e ainda vão fazer pela educação. E você quer estudar, conheça aí a solução do Para Valer, que agora também é patrocinador do JJ Podcast. E eu também sou embaixador. Educação transforma e o conhecimento liberta. Beleza? Grande abraço. Agora vamos começar o JJ Podcast.
Fala pessoal do JJ Podcast. Hoje eu estou num estúdio diferente porque eu estou no estúdio da minha convidada, aliás uma queridíssima amiga também, a segunda vez que ela vem no JJ Podcast. Já tem um tempo que a gente conversou. Aprendi para caramba. Muita coisa aconteceu de lá para cá e eu quero saber, quero atualizar, quero renovar tudo aquilo que ela já fez, os projetos, os resultados. A empresa cresceu para caramba. Ela aprendeu também muitas coisas, a família também cresceu, ou seja, tem muita coisa pra gente conversar. O currículo é grande, tá gente? Então eu vou ler aqui uma pequena parte do currículo que é enorme. Cofundadora do Nubank, que é um dos maiores bancos digitais do planeta Terra. O negócio é craque, é gigante, é assim, é enorme, tá pessoal? Ela trabalha na área de growth, na área de marketing, inovação, fundou o Nubank em 2013 ao lado do David Vélez e do Edward Riball, que a proposta era simples, senhores, reinventar o sistema financeiro e melhorar a experiência do cliente. A empresa que saiu do zero tem mais de 127 milhões de clientes na América Latina. Ela é formada em engenharia e com MBA na Kellogg School. Passou pelo Itaú Unibanco, Boston Consult Group antes de empreender. Em 2021 fez o IPO do Nubank e também acima de tudo que talvez é mãe da Alice, da Bela, da Ana e do Léo. Reconhecida globalmente como uma grande empreendedora, incluindo a lista do Financial Times entre as mulheres mais influentes do mundo. Amiga querida, segunda vez no JJ Podcast. Seja muito bem-vinda, Cris Junqueira.
Ai, obrigada. Só que eu tava te ouvindo falar, realmente, o Léo não tinha nascido.
Ah, ele tá com ano e quatro meses.
Eu não tava nem grávida quando eu fui da outra vez.
Gente, tem quanto tempo? Isso foi que quando foi?
Tem mais de dois anos. 2023, gente. Estamos em 26.
2023 você foi no JJ Podcast.
Lembra, eu lembro como se fosse ontem.
Foi muito legal. Foi muito legal.
Não dá para ensinar a pessoa a tá fim.
Aí eu perguntei, sabe uma coisa que eu perguntei para ti, eu falei quantos funcionários você tem? Você falou 8.000.
Ah, a gente já passou de 9.000. Estamos já mais perto de 10.000.
É, mas eu acho que cliente cresceu uma proporção muito maior. Eu não lembro qual era o número. A gente pode até buscar aí alguém fazer.
50 milhões, talvez 40 milhões.
Talvez 60. Já estamos aí em 130 milhões de clientes.
130. Ó, eu falei com você ano passado que a gente foi lá no SDW, finalzinho do ano, você falou 100 milhões, cento e pouquinhos milhões.
Qual a tua taxa de crescimento de cliente, por exemplo, a cada, sei lá, quarter?
Ah, alguns milhões de clientes por quarter. Alguns vários milhões de clientes. A gente bota mais de 1 milhão de cliente por mês tá dentro.
Cris, há três anos atrás eu te perguntei como que você adquiria cliente. Você falou que a tua estratégia de member-get-member, experiência do cliente era a maior.
É, continua sendo. Mais de 80% dos nossos clientes vieram pra gente sem ter tido assim uma atribuição direta a marketing, nada. Ou eles foram indicados por alguém, ou eles ouviram falar da gente, sabe? E leram alguma notícia, viram algum influenciador, alguém comentando, falando bem e optaram por vir.
Mas eu queria, 80% é muito.
Eu não conheço nenhuma empresa que faz isso.
É, mas não tem mesmo. Não, não tem, não tem.
A gente não tem área de vendas, né? É engraçado que, e eu entendo quando as pessoas falam que.
Você não tem área de vendas.
A gente não tem área de vendas. Eu entendo que quando tem gente que fala: 'Ah, não, que nem um produto se vende sozinho, tem que vender.' Eu entendo, mas a gente é exceção dessa regra que a gente não tem área de venda.
É, o autor que escreveu esse livro ainda não tinha um Nubank, né?
Não, toda regra tem a sua exceção para provar que é uma regra, entendeu? A gente é exceção. Mais ou menos isso, tá? Você não tem um departamento de vendas.
Você tem um departamento que, qual o departamento que substitui a venda? O quê? De experiência, growth. Assim, claro que a gente tem pessoas preocupadas em garantir que todo mundo que quer ser nosso cliente consiga ser nosso cliente, entende? Então, tem muita gente que espontaneamente entra no site, baixa o nosso app, pede uma conta, pede um cartão todo mês, tá bom? E o trabalho dessas pessoas é garantir que a experiência desse cliente, uma vez que ele apareça, seja a melhor possível, com menos fricção possível, mais simples possível, para ele entrar com facilidade e cada vez mais aprofundar o relacionamento dele com a gente, né? Porque o nosso objetivo não é só crescer e abrir conta para todo mundo. Isso não vou falar que é fácil, nada é fácil, mas assim é muito menos difícil. A gente quer ser a principal relação bancária daquele cliente e a gente já é. Hoje 60% dos nossos clientes no Brasil, o Nubank é o principal banco deles.
A gente é a instituição financeira número um em principalidade no Brasil. Isso não é a gente falando, a gente inventando uma regra que diz, são os clientes. Quando você faz uma pesquisa, uma consultoria independente, pega uma amostra de brasileiros e pergunta: 'Ah, qual que é a sua instituição financeira principal, que você usa de maneira mais principal para fazer seu Nubank?'
Nubank. O Nubank nasce para resolver um único problema?
Muitos. Se fosse só um tava.
Mas eu acho que se fosse para resumir, a gente nasceu para acabar com essa complexidade, para lutar contra a complexidade que sempre existiu em finanças, né? Porque hoje é até difícil, mudou tanto que é até difícil, mas se a gente tentar fechar o olho e tentar lembrar de 2013, quando a gente nasceu, como que era, cara? Não existia você abrir uma conta de banco por um aplicativo, você pedir um cartão de crédito por um aplicativo, não existia, entendeu? Tinha um ou outro cartão que dizia que não tinha anuidade, mas tinha uma pancada de outras tarifas que se cobrava. Então assim, conta sem tarifa, cartão realmente sem, não existia nada disso. Existia você conseguir resolver tudo pelo telefone, pelo aplicativo, né? Isso não existia. Foi uma coisa que a gente trouxe pro mercado.
E hoje é o padrão, né? Hoje é o que todo mundo espera de qualquer instituição.
O que que desde o início que você fez, vocês fizeram e que vocês mantém, protege, defende, não abre mão? Que tipo de modelo mental, que tipo de cultura, que tipo de pensamento?
É, então é a nossa cultura. A gente lá atrás, quando a gente começou a empresa, eu gosto de contar essa história, a primeira reunião que eu fiz com os meus sócios, que você comentou, Davi e o Ed, no dia 6 de maio de 2013.
Primeira, no dia, inclusive, o Ed chegou no Brasil naquele dia, ele chegou de manhã em Guarulhos, encontrou a gente pra nossa primeira reunião, sentamos, a primeira reunião foi sobre a cultura que a gente ia formar, não foi um negócio que a gente foi pensar depois, a gente foi muito intencional. E na nossa cultura, a gente tem primeiro o nosso propósito. Por que que a gente existe? Porque a gente existe para lutar contra a complexidade e dar o controle para as pessoas, botar as pessoas no volante da própria vida delas. Esse é o a nossa existência. E a gente tem cinco valores, né? O primeiro é, a gente quer que os clientes nos amem fanaticamente. A gente pensa que nem dono, não que nem inquilino. A gente tem aquela fome e a gente quer se desafiar. A gente busca eficiência inteligente e a gente constrói times fortes e diversos. Esses são nossos cinco valores e a gente defini isso lá no comecinho e até hoje são esses cinco valores.
Então, a gente tá há 13 anos, agora, vai fazer 13 anos em maio, garantindo que todo mundo que entra no Nubank pensa dessa maneira, né? Porque é muito mais fácil você contratar pessoas que já tão alinhadas com o teu modelo mental do que você empurrar isso numa pessoa que não tá.
A gente também identificando se entrou alguém que não tava, para garantir que essa pessoa não fique porque ela não é o lugar para ela.
E garantindo que as decisões que a gente tá tomando tão alinhadas com esses valores. Então, e esse valor número um, que é que a gente quer que os clientes nos amem fanaticamente, é a principal coisa.
Quando você usa a palavra fanaticamente, você quer dizer fanaticamente.
Que faz coisas até impensáveis.
A gente lá atrás, a gente falava que a gente não queria só clientes, a gente queria fãs.
Fãs, boné, camiseta. E a gente tem, cara, seja para um segundinho e pensa, tem alguém que você consegue imaginar que pediria muito um boné, uma camiseta de um banco desses aí por aí?
Ai gente, nossa, queria muito. Meu sonho, meu sonho é ter um boné de um banco.
Não vou citar nomes, mas assim, imagina, você consegue imaginar, não é? Pois é. Todos os dias, dezenas, senão centenas de clientes pedem pra gente: 'Por favor, posso ter uma camiseta, posso ter uma jaqueta, posso ter um boné, posso ter.' Eles têm muito orgulho.
Esse especificamente aqui que você me trouxe.
Eu gostaria de saber quantos existem?
Bia, quantos a gente fez desse?
Senhores, aqui no JJ Podcast só tem 30, um deles é meu. Então, no mundo, no planeta Terra. Então só tem 29 porque o meu está assinado pela Cris Junqueira e tem um super detalhe que nós descobrimos aqui. Está AMG Petronas. Conta a história do Petronas Mercedes Nubank. Conta essa história.
Conto. Conto. Então a gente acredita que os nossos clientes eles têm esse alinhamento com a gente num nível emocional muito maior, né? Não é só o boné e a camiseta. A gente vê tem inúmeros relatos na internet. Depois você quiser pedir pro pessoal fazer uma montagem aqui, toma, faz aniversário tema Nubank, você já viu isso. Eu não tô brincando. Bolo do formato do cartão. Cara, outubro que é a semana das crianças que a turma manda criança pra escola, negócio de mochila maluca. Infinitas cartão Nubank. Infinitas. Carnaval, pô, vestido de Nubank, gente, é um negócio, é um fenômeno. É um fenômeno. Então, assim, a gente se vê como uma marca que vai muito além de banco, de serviços financeiros, entendeu?
E agora nessa nova fase que a gente tá na companhia, nessa expansão internacional, a gente quis buscar parcerias, né, de marcas, de, enfim, equipes que têm fãs também e que levam essa questão de se desafiar e essa questão da experiência tão a sério quanto a gente.
Então, pensando agora no nosso próximo desafio pros próximos 10 anos, que é construir esse nível de fanaticismo, né, de fã que a gente tem hoje no Brasil, que a gente tá desenvolvendo no México, na Colômbia, e a gente construísse nos Estados Unidos, em muitos outros países, a gente buscou alguns parceiros, a Mercedes é um deles, para ajudar a gente a criar isso. E a Mercedes é o time de Fórmula 1, gente, mais bem-sucedido da história, né? Do tipo, ninguém ganhou mais GPs ou fez mais pole positions, né? Ou teve um piloto que ganhou mais campeonatos do que a Mercedes, que foi o Lewis, né? Agora por acaso tá na Ferrari agora no final da carreira dele, saiu ano passado da Mercedes. E o nível de atenção ao detalhe que a Mercedes tem é engraçado assim, quanto mais a gente trabalha com eles, essa semana tava te contando aqui que estavam, tava a equipe da Mercedes aqui, a equipe do Inter Miami, que eu já conto dessa história também, eles estavam todos aqui no Brasil pra gente falar um pouco de como a gente vai trazer essa parceria, né, pros fãs e o quanto mais a gente trabalha com eles, mais a gente se identifica, porque o nível de atenção ao detalhe deles, sabe o quanto que eles cuidam da marca, o carinho que eles têm, todas as experiências que eles criam, é muito alinhado com o que a gente faz, muito mesmo.
Ó, pessoal do JJ Podcast, é o seguinte, aqui nós temos Nubank, nós temos Mercedes Petronas e eu estou com o IWC como um colecionador de relógio, uma pessoa que gosta muito de relógio. Dá um close aqui, ó. Gente, é o seguinte, eu estou aqui com IWC Petronas, que é um Big Pilot dessa marca IWC, que também é collab com Lewis Hamilton. Lewis Hamilton que nasceu no mesmo dia, não mesmo ano aqui, 7 de janeiro, é um capricorniano, ou seja, eu vim de IWC Petronas, Lewis Hamilton, que é Mercedes, que é Petronas, que também é Nubank.
O time na verdade chama Petronas, né? A Petronas é uma companhia da Malásia que é o naming partner, né, do time de Fórmula 1 da Mercedes. Então também é o maior parceiro da Mercedes hoje, que é o que dá nome ao carro, né, ao time. E mas agora somos um de poucos parceiros, que a Mercedes é o time de Fórmula 1 mais seletivo nos parceiros que eles têm, né? Então a Mercedes, eles têm coisa de 20, 20 e poucos parceiros e tem times no grid, times grandes que tem mais de 50.
Né? Então a Mercedes é muito seletiva, eles escolhem as marcas que eles topam colocar no carro, que eles topam trazer com eles, né, nos pilotos, no capacete, enfim. E a gente tá agora sendo aí uma de pouquíssimas marcas que tem o privilégio de estar com a Mercedes nesse ano que eles estão arrebentando. Não sei se você tá acompanhando, João.
Sim, sim, sim. Acompanha um pouco, mas eu sei que eles estão arrebentando.
Estão arrebentando. Teve dois GPs esse ano.
Melbourne e Shanghai, né? Austrália e China. Eles foram posição número um, posição número dois nos dois.
Eles foram P1, P2 em todos os treinos e agora tão todo mundo lá no Japão, que esse fim de semana tem GP também.
E teve treino livre, as voltas mais rápidas do treino livre na madrugada de ontem foram de quem? Esse eles Kim e George.
Sim. Esse ano eles estão arrebentando. A gente tá muito contente com a parceria.
O que que fez assim, duas ou três premissas que fez você pensar em fazer essa parceria, união? E como que você pensa nessas colabs? Você pensa como um teste na largada ou você já pensa a longo prazo? Ou você já pensa a longo prazo, mas que começa com teste? Me traz um pouco desse seu jeitão, esse do teu pensamento.
Claro. Então, tudo começou com esse desafio de construir a marca do Nubank internacionalmente, porque uma coisa que eu falo para colocar as coisas em perspectiva é, por exemplo, agora você sabe que eu tô morando nos Estados Unidos, fui para lá porque eu vou liderar o banco lá, né? Então, a gente já foi aprovado inclusive pelo regulador americano para abrir o banco. Então, agora a gente tá na fase de constituição do banco, né? E a gente nessa expansão internacional tudo é difícil assim, você conseguir uma licença para operar um banco nos Estados Unidos.
Impossível. Assim, são um monte de reguladores. Não é que nem no Brasil tem um banco central lá, são pelo menos quatro reguladores, tá? A OCC, o Fed, o FDIC e a CFPB. Então, além disso, você tem 50 estados, cada estado tem a sua regulação, tá? Então assim, uma complexidade enorme, complexidade tecnológica, porque tudo funciona. O cartão de crédito lá funciona de um jeito bem diferente do que funciona no Brasil. A conta lá funciona de um jeito diferente do que funciona no Brasil. Os impostos lá são diferentes. Tudo é diferente, complexo para caramba e tal. Então assim, tudo é muito complexo, mas eu falo que nada é mais difícil do que construir uma marca que as pessoas amam. Nada, entendeu? Porque a regulação é difícil, mas tá bom. Tem um manual lá regulatório, tem a regulação, ela tá escrita em algum lugar, não tá escrito em nenhum lugar como é que você constrói uma marca pros americanos amarem. Não tem assim.
E tem poucos cases até no mundo disso de empresas que chegaram lá e conseguiram fazer isso.
Então não tem nada mais difícil que eu vá fazer nos próximos anos que isso.
Então pensando um pouco na estratégia de como fazer isso. E de novo, a gente quer construir uma marca que as pessoas amem. A direção que a gente escolheu foi construir parcerias com marcas e times ou ativos que são também amados ou que têm o potencial pra gente crescer essa paixão, né, que são territórios de paixão, que a gente chama, né, para construir essa conexão emocional.
E aí a gente mapeou, sem brincadeira, João, não tô brincando, 40 territórios diferentes, entendeu? Desde música, cultura, tudo quanto é esporte que você imaginar, tudo quanto é coisa dentro de entretenimento. E Fórmula 1, especificamente é um território que tá num momento muito maravilhoso, cresceu demais desde do lançamento do Netflix, do Drive to Survive, né, que Fórmula 1 sempre foi visto nos Estados Unidos, por exemplo, como um, eles chamavam de European Car Racing, né? É corrida de carro na Europa, né? Era um negócio que não era americano e cresceu loucamente e tá crescendo, não só nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro, nos demográficos mais melhores possíveis, porque outra coisa que a Fórmula 1 também sempre teve fama era de ser um esporte muito elitista e ele vem sendo muito democratizado, né? Então ele vem crescendo para um segmento mais jovem, muito feminino. 42% dos fãs de Fórmula 1 hoje são mulheres.
Então assim, tá crescendo com mulheres, tá crescendo com jovens, tá crescendo não só numa faixa de renda muito alta, então tá cada vez mais democrático, tá bom? E crescendo no mundo inteiro. Então, a gente falou, legal, Fórmula 1 é um espaço que é um foguete que só tá acelerando quando a gente olha pros próximos anos, só vai continuar acelerando, né? E a gente falou: 'Tá bom, mas com quem que a gente vai trabalhar dentro da Fórmula 1?'
E aí a gente começou a fazer o nosso dever de casa e a gente encontrou na Mercedes o melhor parceiro que a gente poderia ter escolhido, seja pela seletividade deles, dos parceiros, porque assim, se tem alguém que tem 50 e tantos parceiros, gente, para você se destacar ali naquele meio é muito mais difícil, né? Então esse foi o negócio que pesou, a atenção deles ao detalhe, pesou a performance deles pesou, óbvio, porque a gente quer estar num com um time que tá vencendo, entendeu? A gente quer tá num time que tá ali no pódium consistentemente, né? E também tem uma questão de cultura e liderança, né? O Toto, que é o chefe da Mercedes, é um cara que, enfim, eu tive a oportunidade de conhecer, a gente se fala com frequência e que a gente tem um alinhamento de valores, sabe, muito grande, porque são parcerias respondendo uma das suas perguntas que não são de curto prazo. Você não entra na Fórmula 1 para fazer um ano, entendeu? Você entra para fazer alguns anos, até porque no primeiro ano você só tá aprendendo, a primeira vez você tá fazendo isso. Então assim, a gente entra muito com uma mentalidade de você tem que engatinhar, depois você vai andar, depois você vai correr, certo?
Então esse é o nosso ano de engatinhar. A gente vai fazer várias coisas super interessantes esse ano, mas a gente tem que ter essa consciência de que a gente tá engatinhando ainda.
Que ano que vem a gente vai ter oportunidade de andar e no terceiro ano é onde você realmente bomba, entendeu?
Porque você acumulou aprendizados de 2 anos, porque cada coisa na Fórmula 1, o ciclo da Fórmula 1 é anual, né? É um circuito de 24 corridas que começam em março, vão até dezembro, né? Então cobre o ano inteiro e é a primeira vez que a gente tá fazendo essa corrida, a primeira vez que a gente tá trabalhando com esse time, a primeira vez que a gente tá vendo um pódio, a primeira vez que a gente tá vendo ganhar uma corrida, entendeu? Então tem muitos aprendizados ao longo desse ano, né? Então é algo que a gente tá se preparando para ser multianual e pros aprendizados realmente se acumularem e se reforçarem de uma maneira bastante exponencial.
Incrível. 40 territórios, territórios de crescimento, territórios que estão democratizando, territórios que têm um apelo da palavra do fã, do fandom, daquele da paixão, do envolvimento, da cultura, da comoção social das pessoas. E aí você também faz um com futebol.
Esse território você olhou também, você olhou o país, você olhou o ano de copa, conta a parceria com Miami.
Pois é. A gente queria ativos que se complementassem, né? Então, a gente vê a Fórmula 1 já como um espaço mais consolidado, porque a Fórmula é um esporte, né, mais tradicional mundialmente, mas que tá crescendo muito nos Estados Unidos. E o futebol é algo universal, é o esporte mais universal no planeta. Mas o Inter Miami é um time muito novo, muito jovem, um time tem 6 anos.
É um time que cresceu agora, né?
Que nasceu há seis anos atrás, que alcançou um patamar de visibilidade, de desempenho com a chegada do Messi, né, há dois, três anos atrás. Mas que tem também de novo aí entra a questão do alinhamento de valores, uma visão extremamente ambiciosa. Então, a gente também conheceu, né, e se aproximou bastante dos donos do Inter Miami, né, família Mas, David Beckham, que tem uma visão muito ambiciosa, muito bacana também, sabe, de crescer o Inter Miami, não só dentro dos Estados Unidos e dentro da MLS, que é a liga de futebol americana, né, mas globalmente, assim, a gente viu no Inter Miami não um time de futebol nos Estados Unidos, mas uma marca global.
A história que eu gosto de contar e a gente tava no meio dessa negociação ano passado, eu fui para Roma ano passado visitar o Vaticano, que era o ano do jubileu, queria passar nas portas santas e tal. Então, eu tava lá, no dia que a gente foi ver o Papa, tô lá dentro do Vaticano, dentro da Basílica de São Pedro, eu vejo uma família de coreanos com três filhos, tipo os três, teus três guri, os três com a camisa do quê? Do Inter Miami, do Messi.
Então assim, é muito global, é um franchise muito global.
Então não é só um time americano. E foi uma aposta no crescimento do futebol, sim, nos Estados Unidos, muito grande, porque como você falou, é um ano de Copa e não é um ano de copa, é um ano de Copa lá.
É um ano onde todo mundo vai, querendo, não querendo, vai ter que ouvir falar de futebol, entendeu? É, além disso, futebol já era um esporte que vinha crescendo muito nos Estados Unidos e também do jeito certo. Então, assim, crescendo nos demographics certos, então com famílias mais jovens que têm filhos da idade dos nossos, né, que a gente tem filhos da mesma idade, que querem um esporte menos arriscado, que historicamente os esportes tradicionais americanos é futebol americano e beisebol, que tem muito risco de concussão. Então o futebol tradicional se apresenta como uma alternativa para essas famílias muito interessante.
Né? Então tá crescendo em famílias também que de um poder aquisitivo mais alto, que tem um nível de escolaridade mais alto, que estão em centros metropolitanos, entendeu? Que é o tipo de público que a gente quer alcançar, né? E também entra um aspecto que é a localização. Miami como hub, gente, impressionante.